TODO PROFESSOR DA REDE ESTADUAL PRECISA TER FORMAÇÃO ESPECÍFICA PARA RECEBER ALUNO COM AUTISMO

Hoje a formação depende de iniciativa da escola. A rede já tem 2,2 mil professores capacitados, sem exigência em lei.

Quando um aluno com autismo chega em uma escola estadual do Paraná, o preparo da equipe depende do que aquela escola decidiu fazer. Algumas formaram os professores. Outras não.

Um projeto do deputado estadual Alisson Wandscheer tira isso do fator sorte. O PL 405/2023 virou lei ao ser inserido ao Código do Autismo do Paraná, tornando obrigatória a capacitação continuada sobre autismo para os profissionais da rede estadual.

A proposta inclui o professor auxiliar. É uma diferença prática: em boa parte dos casos, é o auxiliar quem fica mais tempo ao lado do estudante, e é ele quem percebe primeiro quando alguma coisa não está funcionando.

São 8.630 estudantes com diagnóstico de transtorno do espectro autista na rede estadual, informa a Agência Estadual de Notícias. Para atendê-los, 2,2 mil professores já passaram por capacitação, cada um porque a escola dele decidiu oferecer.

O projeto agora está na Lei 21.964, sancionada em abril de 2024.   “O auxiliar é quem passa o dia ao lado da criança. Se a formação não chega nele, ela não chega na sala de aula”, diz o parlamentar.

 

 

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