NOVO HORIZONTE NO TRATAMENTO DO TDAH: CENTANAFADINA GANHA DESTAQUE NA CIÊNCIA

Uma nova esperança surge para milhões de pessoas com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) no mundo. A centanafadina, medicamento em desenvolvimento avançado, atua como inibidor triplo de recaptação de noradrenalina, dopamina e serotonina (NDSRI) – um mecanismo inovador, não estimulante e com baixo risco de abuso. O medicamento demonstrou eficácia em reduzir sintomas centrais como falta de atenção, hiperatividade e impulsividade em crianças, adolescentes e adultos, com melhoras perceptíveis já na primeira semana e sustentadas por até um ano.

Desenvolvida pela Otsuka Pharmaceutical, empresa japonesa centenária líder em inovação farmacêutica, a centanafadina teve seu pedido de aprovação submetido à FDA (agência regulatória dos EUA) em junho de 2025. Com revisão prioritária, a decisão está prevista para 24 de julho de 2026 – ainda sem aprovação nos EUA ou no Brasil, onde não há registros na Anvisa.

RESULTADOS PROMISSORES EM ESTUDOS CLÍNICOS

Estudos de fase 3, duplo-cegos, confirmaram reduções significativas nos escores de sintomas:

Grupo Etário Dose Típica Redução Sintomas (vs. Placebo) Duração
Adultos 200-400 mg/dia 12,1 a 12,5 pontos (AISRS) 6-52 semanas
Adolescentes 328 mg/dia 18,5 pontos (ADHD-RS-5) 6 semanas
Crianças Em estudo Significativa (ADHD-RS-5) 6 semanas

Os benefícios se estendem a sintomas emocionais e qualidade de vida, sem necessidade de titulação gradual de dose. Em termos de tolerabilidade, o medicamento é bem aceito, com efeitos adversos leves a moderados – como diminuição de apetite, náusea, dor de cabeça, fadiga e rash –, menos intensos que os de estimulantes tradicionais. Poucas desistências foram registradas em doses até 400 mg, sem eventos graves nos principais trials.

Voz da Neurodiversidade

O deputado estadual Alisson Wandscheer, autor da Lei do Dia Estadual da Neurodiversidade (30 de março) e referência na defesa de políticas para inclusão fala em esperança. “A centanafadina se representa como um marco na ciência do TDAH. Um tratamento não viciante, acessível a diferentes idades e com foco em regulação emocional. Nós vamos cobrar que o SUS acompanhe essas inovações para garantir que elas cheguem rapidamente ao Brasil e estejam disponíveis na rede pública de saúde, garantindo acesso e cuidado para quem mais precisa”.

A expectativa é que aprovações acelerem o debate sobre incorporação ao SUS, ampliando o acesso em um país onde o TDAH afeta cerca de 5% das crianças e 4% dos adultos. Fique atento às atualizações regulatórias.

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