DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, ganha destaque global em 2026 sob o tema “Autismo e Humanidade: toda vida tem valor”, promovendo inclusão e respeito às pessoas no espectro autista. No Brasil, a campanha enfatiza “Autonomia se constrói com apoio”, com a hashtag #RESPECTRO para redes sociais, reforçando a necessidade de suporte coletivo. No Paraná, o deputado estadual Alisson Wandscheer, líder do Bloco Parlamentar da Neurodiversidade na Assembleia Legislativa, é uma das principais vozes pela causa, com projetos pioneiros, apoio às famílias atípicas e entidades que atuam na área da inclusão.

Alisson tem bandeira forte na neurodiversidade, abrangendo TEA, TDAH, dislexia e outras condições neurológicas. Como pai atípico e coautor do Código do Autismo do Paraná – inédito no país-, o parlamentar tem criado leis, políticas públicas e levado informação para a sociedade, promovendo palestras, sessões solenes e debates em escolas, igrejas e entidades em todos os municípios estado. Ele é autor da Lei nº 22.891/25, que instituiu o Dia Estadual da Neurodiversidade, em 30 de março, marcando avanços na visibilidade sobre a diversidade neurológica humana.

Em suas redes sociais, como o Instagram deputadoalisson, o parlamentar compartilha ações legislativas e de conscientização, combatendo estigmas e desinformação sobre o autismo. Ele posicionou-se contra e lutou pela derrubada do Decreto Federal 12.686/2025, da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva, defendendo instituições especializadas para crianças com maiores necessidades de suporte. A pressão das famílias, instituições e políticos levou o governo federal a reeditar as medidas. “Há crianças que exigem maior nível de suporte, com síndromes importantes ou deficiências intelectuais severas, que não conseguem se adaptar a uma sala regular de ensino tradicional. Essas crianças não seriam incluídas se o decreto não fosse alterado, mas teriam restringidas suas possibilidades de aprender”, destacou o deputado.

Alisson também enfatiza a importância da ciência e do diálogo: “Precisamos acabar com os mitos. O autismo é uma condição que faz parte da diversidade humana. A diferença não é defeito, é o que nos torna únicos”.

A implementação do Código do Autismo, uma legislação com dois anos, é hoje a principal articulação do parlamentar junto ao governo estadual. “Sabemos que tirar uma lei do papel é um processo demorado, que não acontece no tempo que gostaríamos. Por isso estamos atentos, conversando e ajudando na implementação e efetividade, porque o maior medo das famílias é continuar com as mesmas dificuldades, mesmo com uma legislação avançada em vigência”, afirma. “O cumprimento da legislação é a maior luta das famílias. A gente leva informação às comunidades justamente para derrubar barreiras. Conhecer a lei garante direitos sobre o TEA”, diz.

Neste 2 de abril, o chamado de Alisson é por empatia e ação concreta: avanços como o Dia Estadual da Neurodiversidade mostram que o Paraná está na vanguarda, mas precisa de mais investimentos em saúde e educação para atender a uma população autista de aproximadamente 132 mil pessoas, segundo o Censo 2022. O deputado reforça que a conscientização dá visibilidade à causa, gera respeito e empatia, garantindo direitos e dignidade as pessoas autistas e suas famílias.

Na região sul, o nome de Alisson Wandscheer se consolida como referência na articulação com famílias, entidades e governos – estadual e municipais – para a implementação de políticas públicas inclusivas.

AUTISMO EM NÚMEROS

Dados oficiais do Censo Demográfico 2022, do IBGE, apontam 132,6 mil pessoas diagnosticadas com TEA no Paraná, com maior prevalência em crianças de 5 a 9 anos. Curitiba lidera com 24.830 casos (1,4% da população local), seguida por Londrina (7.230) e Maringá (4.506). O Paraná ocupa a 13ª posição nacional em prevalência, com 1,5% nos homens e 0,9% nas mulheres.

No Brasil, o Censo registrou 2,4 milhões de pessoas com TEA (1,2% da população total), sendo 1,4 milhão de homens e 1 milhão de mulheres. É a primeira categorização específica de TEA no levantamento demográfico

CIÊNCIA

O TEA é hoje compreendido como parte dos transtornos do neurodesenvolvimento, reconhecendo a diversidade de sintomas, comorbidades e trajetórias individuais. Essa abordagem permite que intervenções e apoio sejam personalizados, considerando as potencialidades e necessidades de cada pessoa, ao mesmo tempo em que valoriza o diagnóstico precoce e a inclusão social.

Os sinais desta condição costumam ser observados na primeira infância, embora possam se tornar mais evidentes ao longo do desenvolvimento, especialmente quando as demandas sociais aumentam.

Identificar o transtorno precocemente é essencial para promover intervenções eficazes. Existem indicadores de desenvolvimento esperados em cada faixa etária, e há sinais de alerta quando esses marcos não são atingidos:

– 0 a 6 meses: contato visual, sorrisos sociais, atenção para rostos.
– 6 a 12 meses: balbucio, resposta ao nome, imitação simples.
– 12 a 24 meses: primeiras palavras, apontar para mostrar interesse, brincar de faz-de-conta simples.
– 2 a 3 anos: combinação de palavras, interesse por outras crianças, brincadeiras simbólicas.

Sinais de alerta para o autismo:

– Ausência de contato visual ou expressões faciais.
– Não responder ao nome até os 12 meses.
– Atraso na fala ou regressão de habilidades já adquiridas.
– Pouco ou nenhum interesse por interações sociais.
– Comportamentos repetitivos (como balançar o corpo ou alinhar objetos).
– Resistência a mudanças na rotina.
– Hiper ou hipossensibilidade a sons, luzes, texturas.

Esses sinais não garantem o diagnóstico de TEA, mas indicam a necessidade de avaliação multiprofissional.

 

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