Parlamentar do Paraná contesta declaração do presidente dos Estados Unidos
O deputado estadual Alisson Wandscheer (SD), líder do Bloco Parlamentar da Neurodiversidade na Assembleia Legislativa do Paraná, se manifestou contra as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que associou o autismo ao uso de Tylenol durante a gravidez e à vacinação infantil.
Para Alisson, a fala contradiz décadas de pesquisas e amplia a desinformação sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). “É extremamente preocupante que líderes globais propaguem informações sem qualquer respaldo científico. Associar vacinas ou o uso de paracetamol na gestação ao autismo não encontra suporte em estudos sérios e acaba colocando em risco tanto pessoas autistas quanto a saúde pública como um todo”, alertou o deputado.
O posicionamento acompanha a resposta oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da agência reguladora dos EUA, a FDA, que reafirmaram não haver evidência de vínculo causal entre o uso de paracetamol (Tylenol) durante a gravidez, vacinas e o desenvolvimento do autismo. “A ciência diz que vacinas são seguras e essenciais e o autismo não é resultado de medicação na gestação. É preciso combater o preconceito e fortalecer o acesso à informação, ao diagnóstico precoce e às políticas públicas de inclusão”, acrescentou o parlamentar, que integrou a comissão especial responsável pela elaboração do pioneiro Código do Autismo do Paraná, legislação referência nacional na defesa dos direitos das pessoas com TEA e famílias atípicas no Estado.
Segundo ele, “o autismo deve conectar pessoas, jamais separar. Precisamos, como sociedade, promover inclusão, respeito e não retroceder no combate à desinformação. O Paraná seguirá avançando com políticas baseadas em ciência, empatia e acolhimento”.











